quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

INSTITUTO DE ESTUDOS POLÍTICOS

Clovis cabral

Não sei se já existe no Brasil, um Instituto de Estudos Políticos , a exemplo do Brookings Institution dos Estados Unidos, do qual o Embaixador Lincoln Gordon foi o seu Presidente e Professor. Infelizmente o nosso amigo faleceu o ano passado, quando era ainda Professor Honorário daquela famosa e poderosa Instituição de grande prestígio no Mundo, fundada em 1916. Os grandes Políticos de todos os países são convidados para conhecer aquele modelar Estabelecimento, fazendo palestras e pesquisas, levando para seus países, grandes conhecimentos nos campos de desenvolvimento econômico e Ciência Política.

Com a amizade que tinha com o Lincoln Gordon, conversamos várias vezes a respeito de termos aqui, um Órgão semelhante ao Instituto Brookings, a fim de melhorarmos a qualificação dos nossos Políticos,bem como habilitar os estudantes desta matéria, formando Pesquisadores das Universidades Brasileiras para atingir um grau superior. É óbvio, que se trata de um assunto de alta relevância, envolvendo grandes investimentos que, naturalmente o Governo teria que participar, juntamente com os grandes empresários nacionais e internacionais. Isto, nos Estados Unidos é normal mas, aqui não é fácil. Acreditamos que o Brasil já esteja pronto para enfrentar estes novos desafios, pois contamos com um número razoável de Universidades com seus cursos de pós-graduação e doutorado.

Seria muito oportuno neste momento, quando temos políticos como Dr. Marco Antonio Maciel, Dr. Roberto Magalhães e outros Professores de grande vivência, disponíveis para iniciarem um projeto de tamanha envergadura, para que os brasileiros, sejam estudantes ou políticos, possam ter uma Organização de muita importância para a nossa região, ensejando a formação de pesquisadores e uma reciclagem para os nossos parlamentares, colocando-os a níveis desejáveis.

Como não sou político nem professor, sou torcedor do Santa, vou parando por aqui, pois Isto é assunto pra gente grande mas, insisto – estou torcendo pelo assunto, claro, se eu não for pagar por esta conta... 12/1/2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

MINHA FORTUNA


CLOVIS CABRAL

Certa vez, conversando com um amigo no Rotary Club do Recife, o saudoso Hamilton Silva Neto, que me chamou a atenção, dizendo que eu estava aborrecido quando um colega me chamou de milionário e foi logo incisivo:” deixe pra lá, já que você não disse que era rico, porque no dia que ele descobrir que você não é o que ele está pensando, lhe manda pros infernos. Deixa este maluco pensando que você tem Fortuna e se possível, confirme ser milionário mesmo”

Num dia desse, fui ao Bradesco pra fazer um depósito na minha conta milionária, sem movimentação, com a finalidade de cobrir as despesas de taxas inventadas pela Instituição Bancária, já que sou um correntista antigo.

Entrei na fila dos idosos, entretanto outro caixa estava disponível e a jovem me chamou e eu reagi, dizendo: olhe moça, estou com um depósito grande e essa fila não tem ninguém, estou desconfiado, ou melhor estou com medo, pois não vejo nenhum segurança para me proteger, eis que não posso perder esta fortuna.

A gentil senhorita ficou apreensiva, me acalmando, com palavras educadas, perguntou, por favor cidadão, quanto é o depósito? Olhei para os dois lados e, gaguejando, o, o,o depósito é minha filha? A jovem disse; é o depósito mesmo senhor. Respondi: sim o depósito é de R$10,00(dez reais). A moça não aguentou, baixou-se atrás do balcão e lascou uma risada da gota e eu imediatamente lhe disse , está achando graça né? Pois, eu tenho ai nesse banquinho e R$2,50(dois reais e cinquenta centavos) que somando com este pacotinho, vai chegar a R$12,50 e eu não posso perder não, eu conheço essas pestes que sempre estão rindo, abraçando a gente e roubando bancariamente... 09/01/2011

sábado, 8 de janeiro de 2011

PRECATÓRIO OU PURGATÓRIO


Clovis Cabral

Fim de semana, tempo bom para uma volta ao passado, lembrando especialmente fatos importantes em nossa vida de trabalho, enfrentando os grandes problemas de nossas atividades. Por mais que o tempo passe, fica gravado, tanto na sua mente como nos livros contábeis as operações de crédito e débito/fiscal.

O negócio é o seguinte: a gente sai do comércio, por exemplo, mas fica ligado ao governo, por débito ou por crédito. Se, por crédito, tenha paciência e faça um Curso de Direito, com especialização em Tributos ou contrate os melhores advogados da área para defendê-lo e fique feito um maluco, atrás de processos e decisões, com aquelas numerações extensas, indo de um setor para outro, transferindo-os para outras varas, tudo no sentido de que determinado crédito reclamado entre num tal de Precatório ou exercício findo, resultando que o Governo não pague o seu débito, com as alegações, dentro de mil leis, com palavras muito estranhas para o Pobre Marquês, já cansado, aposentado pelo INSS, com os seus 70 anos de trabalho, com as grandes dificuldades de se movimentar nessa mão e contramão de documentos. Até os encontros de contas, que seriam lógicos para definir uma questão, o Governo cria impasse, informando, este pode, mas este não, de acordo com a lei tal. Enfim, tudo é dificultado, como fórmula clara de não pagar e o coitado do contribuinte se preparando pra morrer e mandar do céu ou do inferno a absolvição do Estadão, uma certidão de isenção, transferindo tudo para o tal de PRECATÓRIO, com o novo nome – PURGATÓRIO, conforme lei tal, combinado com a resolução de tanto de tanto, levando tudo às profundas do inferno, com abono de Lúcifer, Juiz substituto da Vara Superior.

Ah, com relação a algum débito do contribuinte com direito a compensar, isto não interessa ao Governo que, impiedosamente o leva logo para execução fiscal, envolvendo os bens do contribuinte e da empresa, tirando-lhe todos os direitos de certidões para novos negócios. Mesmo os bens de família são as vezes sacrificados, colocados no leilão para cobrir os débitos acrescidos de juros, multa e correção monetária.Vejam que diferença entre o que o Governo deve e não paga, usando de artifício – Precatório. É a lei do mais forte, o Governo que tem todos os direitos e, os contribuintes, as obrigações fiscais as mais absurdas, fazendo com que os produtos vendidos à população sejam super valorizados, prejudicando o crescimento das Empresas. Nunca se viu o Governo procurar saber dos problemas dos contribuintes mas, quando o imposto cai, o Órgão vai ao empresário, na suposição de que está havendo sonegação e não queda de venda que, em consequência gera a crise. O Governo é bom? Então, fique com ele que não quero nada de volta... 08/01/2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

TRIBUTO A DOIS POLÍTICOS PERNAMBUCANOS


Clovis Cabral

Dois Gigantes vistos por um Pigmeu, seria o subtítulo dessa crônica, que tenho a coragem de escrever, fazendo uma pequena homenagem a dois Pernambucanos que saíram do Poder Público, não em definitivo, pois têm compromisso com o seu Estado. Confesso; a minha coragem é devido ao meu pouco conhecimento de política para falar a respeito dessas duas personalidades. Entretanto, como observador apenas , com a minha experiência de vida dos meus 78 anos, vivendo no Recife, trabalhando e estudando desde 1958, acho que sou testemunha da atuação de duas figuras que fazem parte de nossa História Política.

1 - Quanto ao primeiro, que o acompanhei de perto, quando aqui cheguei, ele já era um grande atuante do Diretório Central dos Estudantes, muito moço, mas com os rumos de uma grande liderança. Se não me engano lá pelos anos 60, pois eu já tinha chegado no Recife em 1958, para a minha missão de trabalho e tentando estudar com grandes sacrifícios, não sendo desta forma um estudante, mas um trabalhador na minha profissão de contador que exerci na firma do meu irmão Sebastião Cabral – Costa & Cabral.

Voltando a falar a respeito do primeiro homenageado, resumidamente darei os lugares por onde ele passou na Política Brasileira: exercendo por quase cinco décadas, os mais altos foros do País; a Assembleia Legislativa de Pernambuco, durante todo mandato; a Liderança do Governo; a Câmara dos Deputados – duas vezes Deputado Federal, sendo seu Presidente; o Governo de Pernambuco, 1979 a 1982; o Senado Federal – em cinco Legislaturas; os Ministérios da Educação e do Gabinete Civil da Presidência da República e a Vice-Presidência, em dois mandatos consecutivos, no período de 1995 a 2002.

2 - Com relação à segunda figura, que tive aproximação por intermédio do Rotary Clube do Recife, organização a que pertencemos. Eu também diria: a sua saída, mesmo temporária, é uma perda para Pernambuco e o País. Atuou como Secretário de Educação ; como Professor Catedrático de Direito da UFPE do Recife; como Prefeito do Recife; Governador do Estado e Deputado Federal, administrando com toda seriedade. Diferentemente de outros políticos, é um profundo conhecedor da Ciência Política, de quem, o Brasil tanto necessita. É uma pena que o País não conte com um político desta estirpe e tenha que aceitar uma Tiriricagem & Cia. Que troca!!!

3 - Aí, é que entra o Pigmeu, que sou eu; lembrando o ex.Ministro e ex- Governador da Paraíba – José Américo de Almeida: VOLTAR É UMA FORMA DE RENASCER E NINGUÉM SE PERDE NA VOLTA... Claro que não estou dando conselhos, pois não sou político mas, não abandonem o nosso Estado, onde colaboraram na sua Administração e construíram as suas famílias com toda a dignidade. P e n s e m...

Homenagem de honra a Dr. Marco Antonio Maciel e Dr. Roberto Magalhães

Transcrito no blog - clovispe.blogspot.com

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

100 PRETENSÕES...



Covis Cabral

À primeira vista, este título nos deixa confuso o seu significado. Seriam 100 desejos frustrados, 100 pensamentos perdidos, 100 objetivos não alcançados ou, 100 vitórias na vida? É, este numeral foi colocado, de propósito para confundir e tornar esta brincadeira interessante, transformando-a em um título de um livro que pretendo escrever, com apenas 100 histórias em pequenos artigos, dando continuidade à minha maneira de narrar certos fatos cortiçalmente leves e sem nenhuma pretensão de me tornar famoso em coisa alguma.

Depois de escrever o primeiro livro – BALANÇO DE UMA VIDA, em 2007, constante de minha autobiografia e outras conversas, gostei dessas prosas e continuei a rabiscar outras crônicas, pois já me acho bastante lubrificado, pensando que sei escrever. Resultado, preparei mais 170 croniquêtas, dando o apelido de livro nessas doideiras e, colocando o título de HISTÓRIAS DE UM FURDUNCEIRO, que farei o lançamento ainda neste mês de janeiro, numa reunião do Rotary Clube Frei Caneca. O livro em questão, me serviu como ensinamento, me dando a coragem de escrever sobre assuntos complexos, me contendo pra não entrar no lado da contestação, seja na política, na História, na Religião ou na Ciência Social, pois não entendo dessas matérias. Quero destacar a minha obra prima, que foi a foto da capa, que fiz há uns 15 anos, numa madrugada, na saída do sol, na praia de Boa Viagem, que ofereci ao Editor Tarcisio Pereira e às suas competentes assessoras, Andreza de Souza e Maria do Carmo Oliveira, perguntando se aquela fotografia iria servir para alguma coisa. Então, disse-me o Tarcisio: aguarde o milagre dessas duas Santas, que colocarão as águas por cima das nuvens e vice-versa, para observação da linda capa, vista de um lado e de outro, provando o seu milagre, pois o livro não ficou molhado, graças à sua perícia e zelo dos seus produtos.

E, novamente tentarei outro milagre, com o terceiro livro, com 100 textos, cujo título será– 100 PRETENSÕES, no mesmo seguimento de pequenas crônicas sobre o cotidiano e histórias do passado, sem nenhuma pretensão de me tornar Campeão, pois sou torcedor do Fluminense Carioca, há 60 anos e que estava há 26 anos sem nenhum campeonato. Portanto, campeão mesmo é o FLUMINENSE, tricolor do Rio, que ainda tem três torcedores - Juarez Farias, Presidente da Academia Paraibana de Letras, José Tavares, Empresário Comercial e Clovis Cabral, os últimos dos moicanos, de João Pessoa, Campina Grande e Recife. 3-01-2011

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

PASTORIL OU REIZADO


Clóvis Cabral

O Planalto está sendo iluminado para o grande festival dos políticos, nos moldes dos Pastoris e Reizados. O Palco não poderia ser melhor e os seus componentes já estão alinhados para este Mega Evento que marcará a vida política do País, envolvendo todos os brasileiros para uma nova experiência – a mulher no Poder da República.

Mas, relembrando as festas de Natal e ano novo, quando as cidades do interior do nordeste se preparam para festejar esta data cristã, quando todos se abraçam desejando saúde, paz e prosperidade, recorda-se, também, as brincadeiras de Pastoril e Reizado, manifestações alegres dos nossos passados.

O Pastoril, por exemplo, é uma festa muito bonita, sendo representada por moças e rapazes vestidos de Encarnado e outros de Azul, para disputarem a melhor apresentação, das chamadas pastorinhas, com as suas categorias definidas.

Vamos qualificar as pastorinhas da seguinte maneira: MESTRA: Diana, CONTRAMESTRE, Ninguém. SEGUINDO-SE, Cigana, Borboleta, Florista e Verbena, com as suas belíssimas evoluções, fazendo um grande confronto entre os torcedores do cordão encarnado e do azul, parecendo a eleição para Presidente da República, quando os eleitores correm atrás dos seus candidatos preferidos.

Enfim, vence o cordão encarnado e a Mestra vai logo dando um Golpe no Contramestre, dizendo que o cargo vai ser incorporado, eis que, o mesmo foi DELETADO e, agora, nem o REIZADO vai ter vez, pois o seu tempo passou, seu pastoril está desativado para sempre e vá dançar em outro terreiro...

Como fiz um contrato pra não colocar o nome de ninguém nessas minhas brincadeiras, os leitores fiquem à vontade, colocando os nomes da Presidente Dilma e do Lula, ou de outros, com todo respeito às autoridades constituídas e, dessa forma, não quebro o meu compromisso. Felizmente, estou encerrando o meu balanço com saldo positivo, tendo que pagar imposto de renda, não sei pra quem...